Seja Bem-Vindo ao nosso Blog - Hoje é terça, 21 de novembro de 2017

Artigo: O homem chega à nuvem

Compartilhe

Uma análise visionária da interação humana com a internet

Por: Leandro de Amorim - Programador VirtuaComm

Atualmente, sob uma visão generalista e simplificada, é coerente afirmar que o mundo gira em torno da Web e que, como um buraco negro que tende a atrair tudo em sua volta para o seu denso interior, esta dinâmica levará o Homem à Nuvem.

Assim como a missão do programa Apollo 11 que levou o Homem a Lua, a Computação em Nuvem é uma conquista cheia de impactos na existência da humanidade e, portanto, ignorar este cenário e seus desdobramentos ao longo da história é no mínimo ignorar a realidade que, para ser digerida, convém adotar uma linha de raciocínio histórica em face a interação Homem com a Rede Mundial de Computadores.

John McCarthy, inventor do termo Artificial Intelligence e da linguagem de programação Lisp, no ano de 1961, em seu discurso no centenário do Massachusetts Institute of Technology (MIT), sugere que a "Computing Utility", assim como água, luz ou telefone, seria fornecida no formato de um serviço público onde as pessoas não saberiam de onde vem. Em 1962, Joseph Carl Robnett Licklider, primeiro diretor do Information Processing Techniques Office (IPTO) da Advanced Research and Projects Agency (ARPA), a partir do MIT, formulou a ideia de Rede Intergaláctica de Computadores sob qual já sustentava todos os conceitos da Internet atual, incluindo a computação em nuvem.

Ao final da década de 60, em 1969, sob o contexto da Guerra Fria, a agência Americana ARPA, nas dependências do Pentágono, cria a ARPANet. Um projeto de rede de computadores que visava à troca de informações sigilosas que poderiam ser expostas caso URSS (União Russa Soviética) viesse atacar os EUA (Estados Unidos da América).

Na década de 70, com o esfriamento da tensão entre EUA e URSS, os EUA permitem que institutos de pesquisa - dentre os quais estava o MIT - se conectarem na ARPANet (Advanced Research Projects Agency Network). Devido ao relativo crescimento, ao final desta década, ARPANet divide-se dando origem a MILNet - para assuntos militares - e a ARPANet segue seu caminho público (nasce o TCP/IP).

Durante as décadas de 80 e 90, com a popularização dos computadores pessoais, a internet começa fazer parte da vida comum. No início dos anos 2000 inicia-se o advento nomeado, em 2004 pela O'Reilly Media, de Web 2.0. Conceito que repousa sobre o uso da Web como uma plataforma de comunicação e serviços.

No ano de 1999, Kevin Ashton, cofundador do Auto-ID Labs - grupo de pesquisas do MIT voltadas para RFID (Radio-frequency Identification) e outros sensores -, propôs o termo "Internet of Things". Apesar de ser mais presente no cotidiano dos early adopters - ou entusiastas das novidades [tecnológicas] -, a Internet das Coisas pode ser entendido como um correlato da semantização da internet uma vez que ambos visam a interação Homem máquina em seus diversos prismas do cotidiano.

Em 2001, James Hendler (pesquisador de Inteligência Artificial na Rensselaer Polytechnic Institute), Ora Lassila (Cientista da computação, membro do conselho da W3C e Cientista Visitante do MIT) e Tim Berners-Lee (Pai da World Wide Web, diretor da W3C e professor do MIT) publicaram um artigo para a revista Scientific American cujo o título é "Web Semântica: um novo formato de conteúdo para Web que tem significado para computadores e vai iniciar uma revolução de novas possibilidades". A Web Semântica, em poucas palavras, é a definição da interação e interdependência entre Homem e computador intermediados por interfaces de abstração.

Com um panorâmico histórico estabelecido, salta aos olhos duas realidades. Apesar de a ciência tecnológica ser independente, a guerra acaba se tornando a mola propulsora. No entanto, a reealidade mais útil para a linha que este artigo intenciona seguir é que o MIT, universidade privada de pesquisa fundada em 1861, em Cambridge, Estados Unidos, com resposta aos avanços da industrialização dos EUA, está presente nos principais marcos da história da tecnologia moderna. Desde o nascimento da internet até a Web como se conhece hoje, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts foi e continua sendo um dos principais contribuintes para a formação do que se conhece como World Wide Web.

Mas antes de prosseguir a caminho de conclusões que fazem juz ao título deste texto, convém observar que internet está incrustada no cotidiano das pessoas, nas coisas do dia-a-dia. É praticamente impossível para o Homem moderno desenvolver suas atividades diárias sem interagir com algum dispositivo conectado à Nuvem. Consequentemente o cenário dos profissionais de Tecnologia da Informação são impelidos cada vez mais a desenvolver soluções que atendam a uma demanda focada no consumo de serviços do que para a o desenvolvimento especializado. Os especialistas tem cada vez mais se fechado nos laboratórios para que as comportas do mundo tecnológico possam se abrir.

Quando adentra-se num contexto mais técnico, o desenvolvimento Web está cada vez mais exigindo conhecimento arquitetural que transcenda o famoso Servidor Remoto. Tableless, OOP (Oriented Object Programming) e MVC (Model, View, Controller) não são mais diferenciais. A Nuvem e suas nuances exige uma nova forma de se posicionar e os DevOps passam a assumir um papel de destaque nas empresas de tecnologias alinhadas com a atualidade. A engenharia convencional de software já não atende a demanda organizacional altamente dinâmica e voltada para o pensamento ágil e limpo, obrigatório para a velocidade em que o mundo gira.

Toda essa mudança tanto em alto quanto em baixo nível cultural é resposta a evolução da Web e faz parte de todo o arcabouço histórico cujo o último grande marco foi no início do século XXI. Não seria possível chegar a coisificação e semantização da Web sem antes escalar e reutilizar de forma inteligente e altamente performático o tratamento full-duplex dos dados se não houvesse delegação para a Nuvem.

As empresas que estão presentes na Web lutam (ou deveria lutar) em como melhor atender e interagir com seus usuários de maneira cada vez mais personalizada. Empregam esforços em como melhor implementar BI (Business Intelligence). Mapeiam cada passo que o usuário dá em suas plataformas. Sabem o nome, idade, sexo, CPF e até conhecem o rosto de seus usuários. Pioneiras neste mercado da AI (Artificial Intelligence) online já contam com imensuráveis Big Datas que alimentam os "sonhos" de robôs, como no caso dos robôs da DeepMind, empresa do Google.

Não só os sonhos dos robôs as Big Datas alimentam, mas também os laboratórios de pesquisas, fazendo com que a história continue andando numa espiral, ou melhor, se retroalimentando e a comunicação entre indivíduos ou grupos continua sendo o foco. O indivíduo comunica o que é, o que faz e como faz. Os institutos analisam, testam e [re]criam. A Rede Mundial de Computadores aqueceu tanto o mundo que este evaporou, transformando-se em Nuvem. Tudo está lá e lá encontra-se tudo.

Nesta onda de conectar o mundo a Rede Mundial de Computadores, além de iniciativas isoladas de empresas e governos disponibilizarem pontos de acesso gratuitos, gigantes da tecnologia tem investido em meios de como acelerar este processo; como é o caso do Projeto Loon, do Google, que em 2013 lançou seu primeiro teste piloto na Nova Zelândia com o objetivo de fornecer, por meio de balões, cobertura de internet para usuários em solo. Dois anos mais tarde (2015) a SpaceX de Elon Musk, anunciou seu ambicioso plano de colocar em órbita milhares de satélites com a capacidade de fornecer internet em alta velocidade para o mundo todo.

No dia 31 de Março de 2016, no portal MIT News, divulga-se que, após de 15 anos de pesquisas (ou seja, desde 2001) os engenheiros biológicos do MIT criaram uma linguagem de programação que lhes permite projetar circuitos de DNA em bactérias. Em última análise, os cientistas do Instituto criaram uma linguagem de programação celular, que permite predefinir o comportamento de um organismo vivo que não só executam tarefas, mas que fornecem informações acerca do meio que se encontram.

E eis que chega-se à poucos passos do elo que une o Homem à Nuvem. A partir do momento que a barreira que separava o orgânico do digital é rompida, abre-se a oportunidade para que a Internet of Things de espaço à Internet of Beings, e a Web Semântica torna-se transparente ao ponto de a realidade confundir-se com o virtual. O Homem Chega a Nuvem!
Fonte: virtuacomm


Faça um orçamento, deixe seu contato.

Ligue ou apareça para um café!

Validação:
Digite os caracteres
Telefone: (48) 3322-0428
Endereço: Avenida Professor Othon Gama D’eça. Nº 900.
Sala 207 - Centro, Florianópolis - SC - CEP: 88015-240
Centro Executivo Casa do Barão
E-mail: contato@virtuacomm.com
Liberdade para criar a certeza de um bom negócio.